Rita
Ribeiro

Rita Ribeiro é uma atriz ímpar no panorâmica artístico Nacional. Uma Diva, transversal ao seu tempo e nos tempos que correm!

Sempre na resposta aos que a procuram, mais do que uma atriz, Rita Ribeiro desenvolve, paralelamente à representação, outras atividades que a trazem tão perto do seu público.

MULHER

Mergulho sempre de cabeça

Uma mulher inspiradora, que nos encanta com a sua versatilidade e nos emociona com a sua autenticidade. Atrás da atriz consagrada, encontramos uma menina de olhos brilhantes, que sonhava grande e espalhava alegria por onde passava.

Nascida para os palcos, Rita Ribeiro presenteia-nos com interpretações marcantes, onde a cada personagem nos revela um novo facet da sua alma artística. Seja como protagonista ou vilã, sua presença é magnética, capaz de nos fazer amar e odiar ao mesmo tempo.

Mas a trajetória de Rita Ribeiro vai além da atuação. Com o passar dos anos, desenvolveu outras ferramentas que a tornaram uma verdadeira líder inspiradora, empoderando cada vez mais pessoas ao seu redor.

Ao olharmos para sua infância, vemos uma menina que amava a natureza, a música e a vida. Subindo em árvores, brincando com animais e cantando a plenos pulmões, já demonstrava uma energia contagiante que a acompanha até hoje.

A música, aliás, sempre fez parte da sua vida. As cantigas que levava consigo desde criança ecoam no seu coração e manifestam-se na sua arte de forma única e emocionante.

Hoje, Rita Ribeiro é um exemplo de mulher forte, determinada e inspiradora. A sua história mostra-nos que é possível realizar os nossos sonhos e deixar um legado positivo no mundo. Ao conhecermos a mulher por trás da atriz, somos convidados a celebrar a vida, a buscar os nossos próprios sonhos e a espalhar a nossa luz por onde passarmos.

Cantar é algo libertador!

Ainda em criança o teatro representava tudo o que uma criança sente e vibra no mundo encantado de faz de conta. Era o brincar ás histórias de encantar, criar personagens, sonhar…

Conheceu, através dos seus pais, Maria José de Basto e o também ator consagrado, Curado Ribeiro, grandes outros atores.

Nomes como António Silva, Eunice Munoz, João Perry… eram atores que brincavam com a Rita.

Outros nomes marcaram também a sua infância, tais como, Alves Redol, um escritor inteligente que a marcou pela sua forma de ser; e José de Castro, um grande ator cuja humildade despertou desde logo à Rita a importância dos valores, e do quão maiores podemos ser, se os tivermos sempre presentes, ao longo da vida.

Dos 11 aos 14 teve de cama com hepatite e tuberculose. Logo nesta altura se percebeu a sua garra e atitude!

Com uma atitude positiva, procurou nestes anos se preservar da melhor maneira e apartir dos 14 tomou as rédeas da sua vida, e com a energia contagiante que tinha não mais parou.

ATRIZ

Mergulho sempre de cabeça

Já com a filha Joana com dois meses, o irmão de Rita, António Semedo desafiou-a a ir às audições para uma ópera rock – Godspell – a primeira do género em Portugal. Rita Ribeiro já tinha visto esse espetáculo em Londres e adorou!. A partir daí teve a certeza que era isto que queria fazer!

Apesar de não tenha sido um êxito de bilheteira, foi o princípio de uma carreira teatral onde, a cada género, a Rita marca pela diferença.

Nos anos seguintes o Parque Mayer passou a ser a sua segunda casa. “No Teatro Variedades substituí a Delfina Cruz que tinha adoecido e fui a primeira figura de uma Revista. O César Oliveira convidou-me, e naquela altura, além de tudo, só tinha visto um espetáculo assim, com a minha mãe, e agradou-me o desafio.

A influência e aprendizagem com outros atores, como, Eugénio Salvador ou Carlos Coelho foi muito importante no seu percurso e nunca nada lhe foi facilitado por ser filha de quem era, e isso agradava-lhe pela garra e espírito de mulher independente que sempre a caracterizou.

 

O Palco é onde as histórias se encontram com as emoções e a vida se transforma em arte

Em 1989 conseguiu, por fim, trabalhar com o encenador Filipe La Féria. A Rita ficava fascinada com as peças dele e às vezes até saía do Parque Mayer, sempre que podia para as assistir.
Quando Rita exclama “Eu morri e renasci tantas vezes”, refere-se às várias personagens que foi abraçando, em cada uma, uma história, a mesma determinação. Foi o caso em What Happened to Madalena Iglésias, em que contracenou com António Cruz.

Sucesso após sucesso, em Passa por mim no Rossio, Rita trabalhou com personalidades importantes do teatro português como Laura Alves, Maria Vitória ou Luíza Satanela e… com o seu pai, Curado Ribeiro.

Rita sempre gostou de teatro, tournées e o contacto com o público. Gisberta, no São Luiz foi mais outro sucesso. Também gosta de televisão, mas o Teatro e a vida itinerante ligada a ele sempre representaram muito para si.

Neste último ano, cada vez o reconhecimento é maior e a experiência também com outros atores prossegue, como foi o caso do espetáculo Requiem para Isabel, com texto da Raquel Serejo Martins, encenação do Tiago Torres da Silva e onde contracenou com a Lídia Franco. “ Maravilhoso”, descreveu.

 

Agora em novembro, mês de comemoração dos seus 50 anos, vai iniciar outro Projeto, com Apoio da Câmara de Lisboa, no Teatro Variedades.um monólogo, escrito pela Sandra José a partir de ideias da própria Rita, que “servirá de homenagem aos atores portugueses.” A produção será da Magia Abrangente, a produtora da própria Rita Ribeiro em parceria com a sua filha mais nova, também atriz, Maria Curado Ribeiro.

A Rita tem essa faculdade de conseguir dar seguimento a vários Projetos em simultâneo e personalizar cada um. Do Drama à Comédia, choramos e rimos, sentimos as emoções que nos envolvem e acompanham a cada trabalho.

Um orgulho!

FADISTA

Mergulho sempre de cabeça

Esteve em Angola dos 14 aos 16. Lá fez Teatro e esteve na Academia de bailado.

Aprendeu a gostar do Fado, com influências de Teresa Tarouca.

Com espírito independente e determinado, com 17 anos tire a carteira profissional de Desenhadora / Litografa.

Por ser uma jovem com excelentes capacidades, teve licença para com 17 anos entrar no liceu Maria Amália.

Em termos profissionais, começou a cantar aos 17 em Portugal nos Green Windows com José cid. Seguiu-se o Quarteto 1111 e mais tarde o Festival da Canção.

Aos 20 anos cantou Gotspell no Villaret.

Só no dia da estreia é que sentiu que o Palco era o seu espaço.

Sendo introvertida, no palco libertava-se!

Voltou a cantar fado no Parque Mayer.

Tricas era o restaurante onde cantava em 1983 e até 1987. Aqui a Rita foi tomando contacto com o mundo do fado vadio.

“Croquetes com arroz de grelos” é ainda hoje uma de muitas das boas memórias que tem desse espaço.

Além de cantar, como atriz fez aí Revista no Parque Mayer.

O fado pode ser destino, mas também pode ser alegre.

Sendo a atriz que é, como fadista a Rita, a cada fado que canta, veste a personagem que incorpora na letra que o define. É ainda muito observadora, e isso aliado a ser atriz, faz com que seja uma boa interprete.

Tu podes ser tudo o que quiseres. As experiências que tivemos e a forma como as consolidámos, somam o que somos.

Amar Amália no ano 2000 foi o momento que fez com que a Rita interiorizasse o fado na sua essência. Desde daí o fado ganhou sempre muito preso.

Quando estreou no Casino de Vilamoura em agosto 1999 – andou em tournée até 2003. 

Em 2004 começa a encenar o Aqui há Fantasmas no Teatro Tivoli.

Teve que fechar as sete Produtoras devido aos contratos que tinha como atriz.

Cantou no Restaurante da sua filha “Isto é da Joana”, que mensalmente fazia noites de fado que esgotavam logo.

Sempre que a sua Agenda assim o permita, poderemos vê-la em eventos.

Até aos dias de hoje Rita canta o fado e é cada vez mais solicitada por isso!